"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor."

Amyr Klink

domingo, 26 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS E FELIZ 2011 A TODOS !!!

Chegamos ao final de mais um ano. Hora de zerar o contador, deixar os percalços e os "tombos" de 2010 para trás e saudar o novo tempo que se inicia !

A todos os amigos, reais ou virtuais, a todos os frequentadores deste espaço, uma otima virada de ano, um 2011 cheio de conquistas, de alegria, de saúde, de paz !


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NOVA ROMA DO SUL

O pequeno município de Nova Roma do Sul está localizado na região dos vinhedos da Serra Gaucha, a 155km de Porto Alegre, com acesso pela RS-448 a partir de Farroupilha.

As origens de Nova Roma:
Cercado pelos Rios das Antas e da Prata, com vales profundos, as terras de Nova Roma, passaram a ser colonizadas a partir de 1880 por imigrantes poloneses, suecos, e russos. Em 1888 iniciou a vinda de italianos que em alguns anos passaram a formar a maioria da população.
O território do atual município de Nova Roma do Sul pertenceu ao município de Antônio Prado durante mais de um século. A comissão de colonização dividiu-o em oito linhas onde se estruturaram 14 comunidades, cada qual com sua capela.
Castro Alves foi a primeira e durante algum tempo parecia tornar-se a sede das oito linhas. Mas o povoado de Nova Treviso, na Linha Blessmann, passou a ser a nova sede, a partir de 1894, originando, com isso, inúmeras rivalidades entre os dois povoados.Em 06 de janeiro de 1899, o padre Alessandro Pelegrini, com autorização do governo, estabeleceu-se entre Castro Alves e Nova Treviso, na Linha Carlos Leopoldo, dando início ao povoado de Nova Roma, em homenagem a capital da Itália, Roma.
Em alguns anos o pequeno povoado tornou-se vila e em 19 de janeiro de 1923 passou a ser segundo distrito de Antônio Prado. Após várias tentativas, já a partir de 1960, Nova Roma conseguiu sua emancipação política em 30 de novembro de 1987 e no dia 1º de janeiro de 1989, iniciou sua primeira administração municipal.
Nova Roma, junto com outros cinco municípios da região faz parte do “VALES DA SERRA”, tendo como principais atrativos, suas belezas naturais como o Cachoeirão, no Rio das Antas, cascatas, grutas, uma rica flora e fauna, belezas que podem ser observadas através de mirantes. Os rios e vales propiciam a prática de esportes radicais, como o rafting, a tirolesa, o pêndulo e trilhas ecológicas.
Fonte: site da prefeitura de Nova Roma - http://www.novaromadosul.rs.gov.br/

No meio do caminho em plena RS-448 está localizada uma das grandes atrações de um passeio a Nova Roma, que é a “Ponte de Ferro” sobre o Rio das Antas, construída no final da década de 20 e demarcando o limite entre os municípios de Nova Roma e Farroupilha.

Nova Roma faz divisa com o igualmente interessante município de Nova Pádua e também pode fazer parte de um caminho alternativo, por estradas de chão cruzando regiões do interior do municipio, para se chegar a Antonio Prado.

A região é bastante conhecida e procurada pelos praticantes de rafting e canoagem e possui uma excelente estrutura de recepção aos aventureiros, que encontram além do tradicional rafting no Rio das Antas, outras atrações como rappel, tirolesa, arvorismo etc. . Aos aventureiros, no site http://www.ciaaventura.com.br/ todas as informações necessárias para programar a aventura e curtir um dia de contato intenso com a natureza e muita adrenalina.

Já na sede do município a atração é a arquitetura típica da colonização italiana, ainda presentes em algumas (poucas) construções na avenida principal da cidade. Entre elas certamente a mais bonita é o casarão que atualmente abriga a biblioteca municipal.


Para aqueles que tiverem disposição de encarar um pequeno trecho de 6km de estrada de terra íngreme e estreita mas em boas condições, vale a visita ao mirante da Barragem da Usina Castro Alves, no acesso à Nova Pádua.

Mais 2km em frente pela mesma estrada, e chega-se a outra grande atração natural da região, o “Cachoeirão do Rio das Antas”, que também é o ponto de partida do rafting realizado neste rio.

No site da prefeitura da cidade, maiores informações e detalhes aos interessados em conhecer esta pequena cidade no alto da serra gaucha:

http://www.novaromadosul.rs.gov.br/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ESTRADA ROTA DO SOL , RS 453

O verão está chegando, e neste post vou deixar uma dica de caminho para o litoral que já é bem conhecida pela turma da serra gaucha mas pouco utilizada por quem parte da região de Porto Alegre em direção às praias mais ao norte do nosso litoral ou ainda para Santa Catarina: a rodovia RS 453 ou “ROTA DO SOL” como é mais conhecida. É uma das estradas mais impressionantes que conheço e aqui no estado não possui paralelo com nenhuma outra estrada, tal é a beleza e imponência do seu conjunto de túneis e viadutos.

O caminho para o litoral via Rota do Sol é uma opção para quem não tem pressa de chegar e quer se permitir fugir da rotina do transito pesado da BR-290 “Free-Way” para conhecer novas paisagens, e se deliciar com o ar puro da serra.
É um trajeto para ser feito sem pressa, saindo de Porto Alegre em direção à RS-020 passando por Taquara, São Francisco de Paula e seguindo em direção a Cambara do Sul, até o entroncamento com a Rota do Sol na localidade de Tainhas. Este trajeto acrescenta em torno de 60km na distancia entre Porto Alegre e Torres, mas para quem estiver disposto a fazer este passeio, isso é o que menos importa.

A Rota do Sol está completamente asfaltada, e o que é melhor, asfalto novo, boa sinalização, e muitas bancas, restaurantes e cafés ao longo do caminho convidando o viajante a uma paradinha para descanso.Uma opção imperdível neste sentido fica já no entroncamento da RS-020 com a Rota do Sol, que é o restaurante Café Tainhas. Impossível passar ali e não parar para experimentar o pastel de queijo serrano quentinho, frito na hora, acompanhado de uma saborosa xícara de café com leite.

Atravessando inicialmente uma região de campos limpos, com paisagens típicas dos Campos de Cima da Serra, logo chegamos à grande atração da Rota do Sol que são o conjunto de túneis e viadutos construídos para a transposição da Serra do Pinto. Sem duvida uma obra fantástica de engenharia que levou anos para ser executada cortando montanhas e vencendo ribanceiras para garantir uma ligação pavimentada entre a serra e o litoral gaúcho.
Obviamente devia ser muito mais emocionante e divertido antes do asfaltamento, na antiga estradinha de terra e pedras que em alguns trechos ainda é possível ser avistada ao lado da rodovia, mas o asfaltamento e construção dos túneis trouxe conforto e segurança aos usuários da estrada.

O primeiro conjunto de túneis para quem faz o caminho no sentido serra x litoral é o chamado “Túnel da Reversão”, onde além do túnel temos um impressionante mirante com área de refugio e estacionamento, localizado no lado de saída do túnel, no sentido serra x litoral.

Do mirante se tem uma visão deslumbrante da Serra do Pinto e da estrada que segue vencendo o forte desnível ligando com a região do Litoral. Sem duvida um ponto de parada obrigatória para um descanso, fazer fotos de lembrança e admirar a impressionante paisagem.

Seguindo em frente a estrada continua vencendo o forte desnível da Serra do Pinto.

Finalmente poucos km após o túnel da Reversão cruza- se pelo segundo conjunto de túneis, estes mais curtos do que os anteriores, mas igualmente interessantes e bonitos, escavados diretamente na rocha da montanha.

Após o segundo túnel a Rota do Sol segue agora por um traçado menos sinuoso cruzando uma região essencialmente agrícola, com muitos sítios e alguns pequenos vilarejos, até finalmente chegar à BR-101 na cidade de Terra de Areia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"POR AI" 04 - CACHOEIRA DOS VELHO, CAMBARA DO SUL

A região dos Campos de Cima da Serra abriga uma quantidade imensa de verdadeiros tesouros da natureza, paisagens indescritiveis e pouco conhecidas. Um destes tesouros inexplorados é o tema deste post da série "Por Ai".

A Cachoeira dos Velho está localizada numa área particular, a Fazenda dos Velho, com acesso a partir da fabrica Celulose Cambará entrando à direita na estradinha de terra após cruzar o rio em frente à fabrica. Infelizmente a visitação depende de se obter permissão para acesso à fazenda junto aos proprietarios.
Devido ao isolamento do local, não é costumeira a visitação de turistas, o que torna a cachoeira absolutamente desconhecida, não figurando nem mesmo entre as "atrações turisticas" tipicamente destacadas nos sites de turismo sobre a região dos Campos de Cima da Serra.


O visual é simplesmente espetacular. O silencio absoluto só é quebrado pelo barulho das águas despencando em meio às pedras.
A Cachoeira dos Velho é uma das cachoeiras mais impressionantes e bonitas que eu conheço.
Não é tão alta como por exemplo a Cascata do Chuvisqueiro em Riozinho, nem possui a sequencia de quedas e o volume de água do Cachoeirão dos Venancios também em Cambará. Sua beleza maior está no seu isolamento, na paisagem intocada a sua volta, nos campos e morros, enfim, neste cenário tipico dos Campos de Cima da Serra onde o pequeno arroio corre sobre as lajes em meio ao campo e finalmente despeja suas águas sobre o penhasco formando a Cachoeira dos Velho.

Desnecessário dizer que a água é absurdamente limpa e gelada. Para os mais corajosos, a descida até a base da cachoeira é bastante fácil, por uma caminhada curta pelo campo, possibilitando nos dias de verão um banho gelado.


Para se chegar à cachoeira a partir da sede da fazenda, não existe estrada, o caminho é pelo campo mesmo e só se chega até ela por longa caminhada, a cavalo, ou de jipe 4x4.

A distancia da entrada junto à Celulose Cambará até a Cachoeira dos Velho é de aproximadamente 12km, a maior parte cruzando campos e trilhas, e as coordenadas aproximadas da cachoeira são 28°58'2.88"S 49°57'49.85"O, para quem quiser fazer uma "visita virtual" pelo Google Earth.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"POR AI" 03 - CASCATA DO CHUVISQUEIRO, RIOZINHO

A dica de "passeio ecológico" de hoje é uma visita à Cascata do Chuvisqueiro, localizada no municipio de Riozinho.
Riozinho está distante 105km da capital Porto Alegre e pode ser acessada a partir de Gravataí via RS-020 seguindo em direção ao municipio de Taquara, onde o visitante deve então entrar à direita tomando a RS-474 que o levará a Rolante e poucos quilometros depois ao centro da pequena cidade de Riozinho.

Uma vez em Riozinho, o visitante encontrará diversas placas orientativas indicando o caminho a seguir até o Chuvisqueiro. São 16km de estrada estreita de terra e muita pedra, em meio a uma região de muito verde e muitos morros, que vale a pena ser percorrida de janela aberta e bem devagar curtindo a paisagem.


Chegando na cascata, o visitante se depara com a majestosa e ruidosa queda d'água de 70m formando um poço que pode ser usado para banho, com o devido cuidado. Também encontra uma área de estacionamento próxima à cascata, e uma estrutura básica com algumas churrasqueiras, banheiros e uma lanchonete. Mas o legal mesmo é levar o velho isopor com as bebidas geladas e o lanche para um gostoso piquenique na grama.

Além da Cascata do Chuvisqueiro, o visitante mais disposto a caminhadas também encontra na região algumas trilhas em meio à mata fechada. Para quem não tem esta disposição, muita sombra para descansar e harmonizar com a natureza (talvez nem tanto em finais de semana de verão e feriados, quando a cascata costuma ser bastante procurada e infelizmente alguns frequentadores não entendem o espirito de paz predominante ali e teimam em quebrar a harmonia com musica em alto volume de seus carros).

De toda forma, para os adeptos do contato com a natureza e suas paisagens, a Cascata do Chuvisqueiro em Riozinho merece e muito uma visita de um dia, não apenas pela cascata em si mas pela linda e preservada região onde está.
Para quem tem GPS ou para aqueles que quiserem dar uma conferida virtual pelo Google Earth, as coordenadas da Cascata do Chuvisqueiro são 29°34'52.67"S 50°25'31.26"O

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"POR AI" 02 - VINHOS DOS ALTOS MONTES, NOVA PADUA

Seguindo a série de pequenos posts, a "Dica do Dia" é sobre a região da serra entre os municipios de Flores da Cunha, Nova Padua e Nova Roma, que já foi motivo de post no blog, neste link:

http://oscaminhosdosul.blogspot.com/2010/05/nova-padua-abril-de-2006.html

Uma época legal para visitar a região é no verão, entre janeiro e fevereiro, justamente durante a "vindima" ou colheita da uva.
Os parreirais estão carregados, e à medida que se anda pelas inumeras estradinhas secundárias que cortam a região, o aroma da uva vai se impregnando na nossa memória. Uma sensação maravilhosa que vale a pena ser vivida, é parar o carro à margem de um vinhedo, e se deixar levar pelo silencio, pela tranquilidade, o ar puro e perfumado pelo aroma da uva.

Aqui, na foto, uma das muitas vinicolas a beira da estrada, localizada entre Flores da Cunha e Nova Padua, a Vinhos Fabian, e seu bonito prédio.


Nos links abaixo, maiores informações sobre as cidades, as vinicolas, os roteiros de turismo da região:

http://www.apromontes.com.br/
http://www.vinhosfabian.com.br/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"POR AI" 01 - BARRAGEM DO BLANG

Com este post, inicio uma nova série de postagens que vou chamar de "Por Ai".
A idéia é essa mesmo, rápidos instantâneos de lugares variados, que vou pingando aqui no Blog aos pouquinhos, em meio aos relatos completos de viagens e aventuras.
Nestes posts, serão apresentados uma breve descrição e algumas imagens, servindo como "dica" e incentivo a quem queira conhecer o lugar.

O primeiro da série é um lugar muito bacana localizado a 15km da cidade de São Francisco de Paula, com acesso razoável por estrada de chão e bastante pedra, mas apesar disso acessivel a qualquer tipo de automóvel. Este lugar é a Barragem do Blang.

A foto abaixo retrata uma situação inusitada e um momento incomum, e foi por isso escolhida para este post. Foi tirada NO INTERIOR da barragem, que estava absolutamente seca. Isso foi em Julho de 2004, durante uma forte seca que o estado do RS enfrentava.
Um cenário triste e desolador. Ali onde estávamos, o normal seria uma lâmina dágua de vários metros de altura.

Para comparação, esta foto foi feita em Abril de 2007, com a barragem em seu nivel normal de operação. A foto foi tirada da passarela sobre a barragem, que dá acesso à casa de manobras das valvulas das comportas.

Esta outra foto tbém de 2004, dá uma idéia do quanto o lago da barragem estava seco. Em nivel normal, a água margeia as árvores lá no fundo da foto.

De cima da barragem, vemos o "passo" por onde a estrada cruza em frente à barragem e segue em direção da Barragem da Divisa, e o tubo de descarga das comportas por onde o fluxo de água é controlado e conduzido.

Para aqueles que ainda não conhecem, esta é a Barragem do Blang, uma atração afastada da cidade de São Chico mas que vale a pena ser conhecida.
Para quem quiser fazer uma "visita virtual" pelo Google Earth, as coordenadas aproximadas da barragem são 29°19'33.17"S 50°37'2.94"O.

domingo, 26 de setembro de 2010

MORRO REUTER, ROTA ROMANTICA

Distante apenas 60 km de Porto Alegre e com fácil acesso via BR-116, o pequeno município de Morro Reuter está localizado ao pé da serra, a uma altitude média de 700m, e integra a chamada “Rota Romântica” , projeto turístico que explora as pequenas cidades e belas paisagens ao longo da BR-116 entre Novo Hamburgo e Nova Petrópolis - http://www.rotaromantica.com.br/site/site.php

Histórico:

Em 1829 chegaram à região de Dois Irmãos os primeiros imigrantes que, poucos anos após, colonizariam a atual Morro Reuter, denominação derivada de um de seus primeiros moradores, da família Reuter.

O início da colonização foi difícil; os percalços eram muitos, mas com trabalho e perseverança a incipiente comunidade, com união e esforço, iniciou sua estruturação social. Em 1872 o imigrante João Wagner fundou a primeira Escola Particular de Morro Reuter. Em 1888 ficou pronto o salão com casa comercial de Albino Sperb, ainda hoje preservado intacto.

Na mesma época era construído o Salão Wolf, hoje residência da família Bohn.
Por volta de 1920 numerosas famílias viviam na região, dentre as quais se destacam: João Wagner, Felipe Wiest, Albino Sperb, Albino Seimling, Mathias Kolling, Jacob Gorgen, Frederico Wolf, João Neyrer, João Kolling, Frederico Schuck, Pedro Zimmer, Augusto Klein, Adolfo Müller, Pedro Backes, João Backes, Alfredo Wiest, Carlos Killpp, Carlos Wiest, João Willi, Pedro Birck, Pedro Seger, e outras.

No final da década de 40 foi implantado o ensino municipal e em 1958 foi construída a primeira Escola Estadual. A comunidade sofreu acentuado progresso com a construção da BR-116, originando a criação dos primeiros cafés coloniais em Morro Reuter.
Nos anos 70, com a construção da BR-101 e a rodovia São Vendelino, Morro Reuter sofreu um período de estagnação que terminou nos anos 80, com a instalação de indústrias de calçados e a conseqüente vinda de migrantes, que deram novo impulso a economia local, bem como a atividade social, cultural e esportiva.
Distrito desde 1950, Morro Reuter sentiu-se suficientemente maduro para buscar sua autonomia político-administrativa, alcançada em 1992.

Fonte: http://www.rotaromantica.com.br/

Morro Reuter oferece aos visitantes um grande numero de atrações, tanto na área urbana, quando em sua área rural.
Às margens da BR-116 se encontram bons restaurantes, cafés etc, enquanto na área rural, nas “linhas” como são chamadas as localidades distantes, as atrações são a natureza, os morros, estradinhas de terra, a tranqüilidade, a arquitetura colonial no estilo enxaimel, enfim, os costumes típicos da colônia alemã na região da encosta da serra, muito bem preservada nas “linhas” do interior de Morro Reuter.

Uma excelente fonte de informações sobre as atrações de Morro Reuter é o site:
http://www.turismoemmorroreuter.blogspot.com/

As margens da BR-116, pouco antes da sede do município de Morro Reuter, está localizado um bonito belvedere de onde temos a vista da cidade de Dois Irmãos, lá embaixo no inicio da subida da serra.


O trajeto sinuoso da BR-116 na região é complementado pelos plátanos margeando a estrada e fazendo deste trecho uma das estradas mais bonitas e gostosas de serem percorridas na região da serra gaucha. Simplesmente imperdível para quem gosta de dirigir, pelas paisagens, curvas, subidas, descidas.
Pouco adiante da sede do município, saindo da BR-116 e entrando à direita na recentemente asfaltada VRS-873, o visitante irá conhecer atrações imperdíveis de um passeio pela região, conhecendo as localidades de São José do Herval e Walachay. Nestas localidades, estão localizadas duas atrações gastronômicas imperdíveis que são o Restaurante Colonial Kieling, junto à Igreja de São José do Herval, e o Café Colonial Walachai, pouco antes da vila do Walachai.

Saindo da BR-116 no sentido oposto à VRS-873, e seguindo a boa sinalização existente, chega-se ao Mirante do Morro da Embratel, de onde se tem uma linda vista de Morro Reuter, da BR-116 e em dias claros, pode-se ver além das cidades maiores do Vale do Sinos, Novo Hamburgo e São Leopoldo, sendo possível identificar os contornos dos morros da região de Porto Alegre e o Rio Guaíba.


Seguindo pela Rota Romântica / BR-116, alguns km adiante passamos pela localidade de Picada São Paulo, onde se destaca a bela e singela igreja às margens da rodovia. Aos finais de semana, uma boa dica é o saboroso e farto almoço servido na Sociedade São Paulo, no melhor estilo almoço colonial.


sábado, 11 de setembro de 2010

MOUNT ATHOS E OUTROS NAUFRAGIOS

O litoral gaúcho, no trecho compreendido entre o balneário de Dunas Altas em Quintão e a barra da Lagoa dos Patos em São José do Norte, abriga em sua extensão uma série de naufrágios que justificam a expressão “cemitério de navios” empregada para descrever este trecho da costa.

São 250km de praia reta e deserta, entrecortados por faróis, pequenas vilas de pescadores e raros balneários de veraneio, formando uma região extremamente isolada e por isso mesmo de natureza bastante preservada. Extensas dunas e banhados acompanham a praia em toda a sua extensão, e nos meses de inverno não é raro encontrar pela praia animais marinhos como pingüins, desviados de suas rotas migratórias pelas correntes marinhas.
Em função de tudo isso, vencer os 250km de areia entre Dunas Altas e São José do Norte se constitui numa aventura que todo proprietário de um veiculo 4x4 deveria fazer, pelo menos uma vez na vida.

Dentre os diversos naufrágios ocorridos na costa gaúcha, um dos mais notáveis e conhecidos é o navio cargueiro Mount Athos, cujos restos repousam na praia, 15km a norte do Farol da Solidão.

“Antes da instalação de uma rede de faróis entre Torres e o Chuí, bem como o surgimento da navegação por GPS, o litoral gaúcho foi palco de incontáveis naufrágios. O vento “nordestão” e o “carpinteiro” agravavam a situação, fazendo da nossa costa uma verdadeira armadilha para a navegação. Estas características valeram ao nosso litoral, considerado um dos mais perigosos do mundo, o apelido de “cemitério de navios”.

Umas das vítimas foi o navio “Mount Athos”, de 164 metros de comprimento. No dia 11.03.1967 o cargueiro grego, que transportava adubo para Rio Grande, foi acossado pelo vento e por fortes ondas. Ao aproximar-se demasiadamente da costa, a embarcação colidiu com um banco de areia, vindo a dar na praia com os seus 28 tripulantes. Todos se salvaram. Estava a 15 quilômetros ao norte do Farol da Solidão, nas coordenadas aproximadas de 30ºS31’/50ºW20’.

O Mount Athos foi desmontado pelos Irmãos Mollet de Porto Alegre e seus restos encaminhados para a siderurgica Rio Grandense. Ainda hoje, no entanto, nas ocasiões de mar baixo, é possível observar os restos do fundo do Mount Athos”.

Fonte:
http://www.conjuminando.com.br/fotos_sequencias/imag_mount_athos.htm


Estas fotos foram extraídas da Internet, são relativamente bem conhecidas e datam da época do naufrágio do Mount Athos. É um registro fantástico do navio ainda inteiro, antes de ser desmontado, e que permite ter a noção exata do seu tamanho e também da violência dos ventos e ondas que trouxeram este gigante de aço até a praia.
Conhecer o Mount Athos não é difícil mesmo para quem não possui um 4x4 ou pick-up, basta seguir pela beira da praia a partir de Dunas Altas, por 23km, prestando sempre atenção à areia e evitando andar junto às dunas onde a areia é mais solta e fofa.

Estas imagens retratam o que restou do casco do Mount Athos, como se encontra nos dias de hoje, mais de 40 anos após seu naufrágio.


Além do Mount Athos, este trecho deserto da costa gaúcha abriga ainda uma quantidade razoável de outros naufrágios menores, muitos deles visíveis nas areias ou na beira da praia.
Deste, localizado em torno de 20km ao sul do Farol da Solidão, restou o casco de aço na praia.

Próximo ao Farol de Mostardas, os restos de um casco de madeira partido, de uma embarcação de pequeno porte, possivelmente um pesqueiro.

Mais ao sul, na região próxima ao Farol da Conceição, outro naufrágio na beira da praia, do qual se avista apenas o mastro do navio.

Na praia do Mar Grosso em São José do Norte, mais um casco de madeira de um barco pesqueiro repousa na areia.

Outro naufrágio muito conhecido, este de um navio de grande porte, o Altair, na praia do Cassino em Rio Grande, do outro lado da barra da Lagoa dos Patos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

TAQUARI

Desta vez o relato, os comentários e as imagens não mostrarão nenhum passeio ou viagem de fim de semana, ao contrário. O assunto deste post é a cidade de Taquari, para onde me transferi a pouco mais de dois anos em função do trabalho, e que adotei como minha “segunda cidade natal”.

Taquari está localizada às margens do rio que lhe emprestou o nome e dista cerca de 95km da capital Porto Alegre, com acesso pela BR-386 “Tabai-Canoas” e depois via RS-287.

É um município pequeno, com pouco mais de 26.000 habitantes, e tem suas origens vinculadas ao inicio do processo de povoamento da região no século XVIII pelos imigrantes açorianos. Esta origem determinou profundamente as características da futura cidade e ainda hoje os traços da cultura e da arquitetura portuguesa e açoriana se fazer presentes nas ruas de Taquari.

Um pouco de história:

A existência histórica da cidade de Taquari vem de um desdobramento natural e de uma expansão dos primeiros núcleos de povoamento no Rio Grande do Sul. A região era inicialmente era ocupada pela tribo indígena dos Patos, que compunham uma nação indígena poderosa, dotada de gênio pacífico e industrioso. Desde o início, a região se apresentou como um ponto de atração e interesse de ocupação, devido a sua localização e a fertilidade das terras.
Em 1760, o governo português ordena a fundação de uma povoação no local, pois havia um grande interesse dos portugueses em povoar e desenvolver essa região. E para tal, decide enviar os açorianos, habitantes do arquipélago português dos Açores, recebendo do governo total assistência, através da demarcação de terras e entrega de títulos de propriedade. Apesar de não ser aceito por todos, Taquari pode sim ser considerada a primeira cidade açoriana do estado, pois os açorianos que aqui chegaram, fixaram-se e colonizaram a terra, enquanto os demais andavam por vários lugares, sem se fixarem em nenhum ponto. O principal ponto de instalação era o Passo do Rio Tibiquary. Segundo o historiador Otelo Rosa, o primeiro habitante de Taquari foi o Tenente Francisco da Silva.
Por volta de 1764, contabilizavam-se em Taquari 60 casais de açorianos, alojados às margens do Rio Tibiquary.
A palavra "Taquari" que dá nome à cidade é de origem indígena. Ela vem de tacuara (taquara) e y (água, rio). Portanto, Taquari significa "o rio das taquaras", pois nas margens do Rio Taquari haviam muitas taquareiras (taquaras), das quais os índios chamavam de tibiquary.
Emancipação. A criação do município de Taquari se deu no dia 4 de julho de 1849, onde a então Freguesia de Taquari se desmembra do município de Triunfo, e é elevado a Vila.
Fonte: site da Prefeitura Municipal de Taquari – http://www.taquari-rs.com.br/site/index.html

A economia do município, que já foi famoso pela produção de frutas citricas sendo conhecida como “terra da laranja”, hoje está fortemente baseada na silvicultura de reflorestamento do pinheiro e da acácia, visando atender basicamente à demanda das indústrias de beneficiamento de papel e celulose e produção de painéis de madeira instaladas na região.
Além de emprestar seu nome à cidade, o Rio Taquari também pode ser considerado uma das atrações do município, e em suas margens temos locais de bonito visual.

A balsa faz a travessia para o município de General Câmara na margem oposta do rio.

As margens do Rio Taquari proporcionam bonitos finais de tarde e belos pôr de sol.

Situada no centro da cidade, a Lagoa Armênia é um dos pontos turísticos mais bonitos de Taquari e ponto de encontro certo nos finais de tarde para um chimarrão e uma boa conversa com os amigos.


Durante o mês de dezembro, a Lagoa Armênia se transforma e recebe decoração especial para o evento conhecido como Natal Açoriano.



O Santuário de Nossa Senhora de Assunção é outro ponto de interesse turístico do municipio, e anualmente recebe a Romaria da Assunção, reunindo um grande número de fiéis.

Os meses de inverno trazem nos dias mais rigorosos bonitas imagens, principalmente quando a geada cobre os campos de branco.

Finalmente, para quem como eu curte uma estradinha de terra, buracos, pedras e água, Taquari é cercada por muitos kms de estradinhas secundárias que garantem a diversão de quem curte 4x4.